Bioenergética
Bioenergética são exercícios corporais vinculados com a respiração. Lowen os criou partindo do princípio de que a criança, quando é obrigada a suprimir a expressão de sentimentos (o que equivale a suprimir o sentimento em si), desenvolve bloqueios corporais correspondentes à emoção que foi suprimida, diminuindo, assim, a mobilidade e a vitalidade do corpo.
As
emoções não expressas ao
longo de nossa vida ficam
contidas em nosso corpo,
formando contraturas, as
couraças musculares.
Por exemplo, uma criança, quando
fica brava, aprende que não deve
expressar sua raiva, pois será
punida. Para conter essa raiva,
ela precisa criar uma tensão no
seu corpo e ao mesmo tempo mudar
sua respiração.
Provavelmente, irá apertar os
maxilares e paralisar a
respiração no diafragma, e, às
vezes, contrairá também o
pescoço. Essas tensões, ao serem
repetidas, vão-se tornando
crônicas.
Outro exemplo: uma criança está
triste e sente vontade de
chorar, mas seu choro geralmente
incomoda os pais, e, então, ela
aprende a contê-lo, fechando o
peito, projetando os ombros para
a frente e diminuindo a
respiração. Mais tarde, quando
adulta, embora já não haja
motivos para conter suas
emoções, essa pessoa terá
dificuldades para chorar e
também para expressar outros
sentimentos como amor, alegria e
paixão.
A bioenergética pode ajudar a desbloquear essa expressão, por meio de exercícios para o peito e outros. O trabalho de bioenergética visa, por meio de exercícios e posturas corporais, bem como de técnicas de respiração, desmanchar esses bloqueios.
Existem exercícios para todos os segmentos do corpo: olhos, boca, pescoço, peito, diafragma, pélvis, pernas e pés. Os exercícios permitem a liberação da energia reprimida através de choro, riso, catarse e vibração espontânea do corpo. Estas vivências aliviam as tensões, possibilitando a oportunidade de enxergarmos os nossos comportamentos automáticos e modificá-los. Desta forma conseguimos ser mais reais, mais espontâneos, mais conscientes.
Normalmente, as sessões individuais de 1h15min, e muitas vezes vêm à tona memórias ou lembranças da infância.
Talvez você se pergunte: "Para
que preciso de tudo isso?" Você
é o reflexo de como foi criado
na sua infância. Se você
construir um prédio com a
fundação torta, não adiantará
caprichar nos acabamentos sem
corrigir as fundações. Assim é o
ser humano. Se temos
dificuldades com situações, elas
são reflexo de nossa criação.
Então, se não liberarmos os
sentimentos presos em situações
da infância, dificilmente
conseguiremos modificar os
comportamentos prejudiciais à
nossa vida.
A bioenergética nos abre essa
chance: a de
transformar nossa vida.
Queremos enfatizar, inicialmente, que estes exercícios não são um substituto da terapia. Eles não resolverão problemas emocionais profundos, os quais, geralmente, requerem uma competente ajuda profissional. Muito frequentemente, pessoas que não estão em terapia e fazem esses exercícios decidem que precisam de tal ajuda para trabalhar os problemas que alcançaram sua consciência durante o curso dos exercícios. Mas, esteja você ou não em terapia, a execução regular desses exercícios, o ajudará significativamente a aumentar sua vitalidade e sua capacidade para o prazer.
Estes exercícios podem ajudá-lo a ganhar mais autoconhecimento com tudo que este termo implica. Eles farão isso através do aumento do estado vibratório do seu corpo, grounding (enraizamento) das pernas e do corpo, aprofundamento da respiração, agudização da autoconsciência, e uma ampliação da auto-expressão. Eles também podem melhorar a sua aparência, intensificar sua sexualidade e promover sua autoconfiança. Contudo, eles são exercícios, não habilidades e muito depende do que você coloca neles. Se você os faz compulsivamente ,os estará minimizando. Se você os faz competitivamente, não irá provar nada. Contudo, se você os faz com carinho, cuidado e interesse por seu corpo, os benefícios irão surpreendê-lo.
Alewander Lowen
©
copyright 1997-2006, CorpoMente - www.corpomente.cjb.net
É permitida a reprodução parcial do conteúdo deste
site, desde que citada a fonte.