Porque Fazer Terapia?
Percebo que existe um desconhecimento, de um modo geral, por parte das pessoas, sobre o que é um processo terapêutico ou, como chamam mais freqüente e equivocadamente, análise.
Para começar, vamos estabelecer a
diferença entre o psicólogo, o
psiquiatra, o psicoterapeuta, o analista
e o terapeuta:
- O psicólogo é
aquele que fez um curso de nível
superior em Psicologia; pode atuar em
escolas, organizações, consultórios
particulares, clínicas e hospitais.
- O psiquiatra é
um médico cuja especialização foi feita
em Psiquiatria. Geralmente, atua em
clínicas e hospitais psiquiátricos e sua
clientela mais freqüente é formada pelos
portadores de transtornos psíquicos.
Está habilitado a prescrever
medicamentos.
- O psicoterapeuta é qualquer profissional de nível superior que faz uma formação, geralmente não acadêmica, com duração de três a quatro anos, em uma corrente de psicoterapia. Podemos citar a psicoterapia transpessoal, junguiana, gestáltica, em bioenergética, dentre outras.
- O analista ou psicanalista é
aquele que possui nível superior em qualquer
graduação e faz uma formação em Psicanálise,
além de submeter-se a uma análise pessoal com um
psicanalista já atuante.
- O terapeuta é
um profissional de nível médio ou superior, que
faz uma ou mais formações nas chamadas terapias
alternativas. São estas: o reiki, a
cromoterapia, a regressão, a naturopatia, a
acumpuntura, a massoterapia, os florais, a
iridologia, dentre outras.
Posto isto, vamos à pergunta: porque fazer psicoterapia?
Eu
diria, com muito entusiasmo: para aumentar as
chances de ser feliz! Isso mesmo! Se você se
conhece, se vai mergulhando cada vez mais nessa
jornada fascinante para dentro de si mesmo, suas
escolhas passam a ser mais coerentes sobre quem
você realmente é. Você começa a descobrir o que
é seu e o que é do outro, quais crenças e
desejos são dos seus pais, da cultura a que
pertence ou da sociedade, de modo geral. O que
você quer manter e o que quer mudar.
Uma outra razão, é a possibilidade de
identificar e comunicar, com clareza, emoções ou
sentimentos. Quantos de nós (quase todos!), em
função de um processo educativo castrador e
repressivo, não têm dificuldade em entrar em
contato com a raiva, o medo, a inveja? Ou ainda,
de chorar, expressar amor, carinho e ternura?
Quantas brigas surgem por não termos clareza do
que sentimos e por não comunicarmos nossa
emoções (ou o fazermos de forma equivocada)?
Quantos casais se desentendem porque o homem
quer o prazer através do sexo e a mulher deseja
carinho, afago? Porque não poder pedir o que se
necessita e dar ao outro o que ele pede?!
Para isso é preciso saber primeiro o que se
quer; é necessário reconhecer necessidades
físicas, emocionais, mentais e espirituais e o
meio de atendê-las.
E como esse auto-conhecimento acontece no
processo terapêutico? É no vínculo, na relação
que se estabelece entre o cliente e o
psicoterapeuta, que isso ocorre. Este último
funciona como um espelho em que a pessoa se
reflete. Ele não dá conselhos, não sugere, não
resolve os problemas do outro. Escuta,
questiona, acolhe, apóia, conforta e, porque não
dizer, é amorosamente compassivo.
Técnicas são utilizadas para investir,
esclarecer, trazer novos ângulos, mas elas são
recursos auxiliares. É no âmago da relação que a
cura acontece e ela não é unilateral; se dá em
ambas as partes. Sim, o psicoterapeuta também
cresce, amadurece, se modifica com o processo
terapêutico de seus clientes. Acho que já está
bem difundido o conhecimento de que a dualidade
é uma ilusão e que tudo se inter-relaciona no
Universo. Então, como o crescimento se daria em
um só lado?!
Existem diferentes abordagens psicoterapêuticas
e todas elas dão sua contribuição para o
crescimento do indivíduo. Cabe a cada um se
informar e buscar aquela linha com que mais se
afina, assim como é possível também experimentar
diferentes abordagens ao longo de um caminho
terapêutico. Pessoalmente, acredito que há
ciclos na vida da pessoa que convidam a este ou
àquele profissional, a esta ou àquela abordagem.
Para finalizar, é imprescindível que qualquer
profissional que trabalhe com o crescimento
humano tenha o seu próprio processo de
auto-conhecimento. Como alguém pode cuidar do
outro se não cuida de si mesmo?!
Portanto, mova-se! Busque-se, investigue-se, "conheça-te a ti mesmo" como disse Sócrates. Embarque nessa fantástica jornada em busca de si mesmo. Ela é fascinante, pode apostar! E libertado
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