HOMENS SÃO DE MARTE, MULHERES SÃO DE
VÊNUS
*UMA SELEÇÃO DAS MELHORES FRASES DESTE LIVRO DO EXCELENTE ESCRITOR JOHN GRAY
As mulheres precisam entender
que quando ele está silencioso, ele está dizendo "Eu ainda não sei o que dizer,
mas estou pensando nisso". Em vez disso, o que elas escutam é "Eu não estou
respondendo a você porque eu não me importo com você e eu vou ignorá-la. O que
você me disse não é importante e por esse motivo não estou respondendo".
As mulheres interpretam mal o silêncio de um homem. Dependendo de como está se
sentindo naquele dia, ela pode começar a imaginar o pior - "Ele me odeia, ele
não me ama, ele está me deixando para sempre". Isso pode, então, acionar seu
medo mais profundo, que é "Eu tenho medo de que se ele me rejeitar, então eu
jamais serei amada. Eu não mereço ser amada". Quando um homem está em silêncio,
é fácil para uma mulher imaginar o pior porque os únicos momentos em que uma
mulher ficaria em silêncio seriam quando o que ela tivesse a dizer fosse muito
lesivo ou quando ela não quisesse falar com uma pessoa porque não mais confiasse
nela. Não é de se admirar que as mulheres fiquem inseguras quando um homem de
repente fica calado!
Eles podem sentir que intimidade demais rouba-lhes a força. Eles precisam
regular o quanto se aproximam. Quando se aproximam demais de modo a se perder,
disparam campainhas de alarme e se põem a caminho da caverna. Como resultado,
ficam rejuvenescidos e encontram seu eu amoroso e poderoso de novo.
Fazer um homem se sentir errado por ir para dentro de sua caverna tem o efeito
de empurrá-lo de volta, mesmo quando ele quer sair.
Minha esposa, Bonnie, algumas vezes usa essa técnica. Quando vê que estou na
minha e caverna, ela vai às compras.
Quando ela estiver aborrecida por sua tendência de isolamento, ele pode desistir
da caverna numa tentativa de satisfazê-la. Eis um grande erro. Se ele desistir
da caverna (e negar sua verdadeira natureza), se tornará irritadiço,
excessivamente sensível, defensivo, fraco, passivo ou intratável.
E para piorar as coisas, não saberá por que se tornou tão antipático.
A maioria das mulheres fica surpresa ao se dar conta de que, mesmo quando um
homem ama uma mulher, periodicamente ele precisa se afastar antes de poder se
aproximar. Os homens instintivamente sentem esse impulso de se afastarem. Não é
uma decisão ou uma escolha. Simplesmente acontece. Não é nem culpa dele nem
dela. É um ciclo natural.
As mulheres interpretam mal o afastamento de um homem porque uma mulher
geralmente se afasta por razões diferentes. Ela se retrai quando não confia nele
para entender seus sentimentos, quando foi machucada e tem medo de ser machucada
de novo, ou quando ele fez alguma coisa errada e lhe desapontou. Certamente um
homem pode se afastar pelos mesmos motivos, mas ele também se afastará mesmo que
ela não tenha feito nada de errado. Ele pode amá-la e
confiar nela, e de repente começar a se afastar. Como um elástico esticado,
ele vai se distanciar e então voltar por si só.
Um homem se afasta para satisfazer sua necessidade de independência e autonomia.
Quando um homem volta, ele retoma o relacionamento no mesmo grau de intimidade
em que estava antes de se esticar para longe. Ele não sente nenhuma necessidade
de um período de readaptação.
Se compreendido, esse ciclo masculino de intimidade enriquece o relacionamento,
mas como é mal compreendido, ele cria problemas desnecessários.
Se um homem não tiver a oportunidade de se afastar, ele nunca terá a chance de
sentir seu forte desejo de estar perto. É essencial que as mulheres entendam que
se elas insistirem em intimidade constante ou "correrem atrás" do seu parceiro
íntimo masculino quando ele se afastar, então ele ficará quase sempre tentando
escapar e se distanciar; ele nunca terá uma chance de sentir seu próprio desejo
apaixonado por amor.
Comumente eu ouço a reclamação "Toda vez que quero conversar, ele se afasta.
Sinto como se ele não se importasse comigo". Ela conclui erroneamente que ele
não quer conversar com ela nunca.
Essa analogia com o elástico explica como um homem pode se preocupar muito com
sua parceira, mas de repente se afastar. Quando ele se afasta, não é porque ele
não queira conversar. Ao contrário, ele precisa de algum tempo sozinho; tempo
para ficar consigo mesmo, para não ser responsável por ninguém mais. É um tempo
para cuidar de si mesmo. Quando ele retornar, então estará disponível para
conversar.
Até um certo ponto um homem se perde de si mesmo ao entrar em conexão com sua
parceira. Sentindo as necessidades, problemas, vontades e emoções dela, ele pode
perder contato com seu próprio sentido do eu. Afastar-se permite-lhe
restabelecer seus próprios limites e satisfazer sua necessidade de se sentir
autônomo.
Do mesmo modo que nós não decidimos ficar com fome, um homem não decide se
afastar. É um impulso instintivo. (...) Entendendo esse processo, as mulheres
podem começar a interpretar esse afastamento corretamente.
Esse ciclo natural do homem de se afastar pode estar obstruído desde sua
infância. Ele pode ter medo de se afastar porque testemunhou a desaprovação de
sua mãe ao distanciamento emocional de seu pai.
Tal homem pode nem notar que
precisa se afastar. Pode inconscientemente criar discussões para justificar seu
afastamento. Esse tipo de homem desenvolve mais o seu lado feminino, mas à custa
da repressão de um pouco o seu lado masculino. Ele é um homem sensível – Ele
tenta bastante agradar e ser amável, mas perde parte do seu eu masculino no
processo. Ele se sente culpado em se afastar, sem saber o que aconteceu, perde
seu desejo, poder e paixão; torna-se passivo e excessivamente dependente.
Entender esse ciclo de intimidade masculino é tão importante para um homem
quanto para uma mulher. Alguns homens se sentem culpados por terem necessidade
de passar algum tempo em suas cavernas ou podem ficar confusos quando começam a
se afastar e então, mais tarde, se encolhem de volta. Eles podem erroneamente
julgar que alguma coisa está errada com eles. Por isso é importante tanto para
homens quanto para mulheres entender esses segredos sobre homens.
Sandra e Larry estavam casados há vinte anos. Sandra queria o divórcio e Larry
queria tentar ainda fazer com que o casamento desse certo. Ela disse "Como é que
ele pode dizer que quer continuar casado? Ele não me ama. Ele não sente nada.
Ele se afasta toda vez que preciso que ele fale. Ele é frio e sem coração. Por
vinte anos ele tem contido seus sentimentos. Eu não estou disposta a perdoá-lo.
Eu não permanecerei nesse casamento. Eu já estou cansada de tentar fazê-lo se
abrir e compartilhar
seus
sentimentos e ficar vulnerável". Sandra não sabia como tinha contribuído
para o problema deles. Ela pensava que era tudo culpa do seu marido. Julgava que
tinha feito de tudo para promover intimidade, conversa e
comunicação, e que ele tinha resistido a ela por vinte anos. Depois de ouvir
sobre homens e elásticos no seminário, ela caiu em prantos, pedindo perdão para
o seu marido. Ela se deu conta de que o problema "dele" era problema "deles",
homens.
Numa sessão particular de aconselhamento, Lisa me contou, "Não é mais divertido
ficar com ele. Eu tentei de tudo para animá-lo, mas não funciona. Quero que
façamos coisas divertidas juntos, como ir a restaurantes, fazer compras, viajar,
ir ao teatro, festas, e dançar, mas ele não. Nós nunca fazemos nada. Só
assistimos televisão, comemos, dormimos e trabalhamos. Eu tento amá-lo, mas
estou com raiva. Ele costumava ser tão charmoso e romântico! Viver com ele agora
é como viver com uma lesma.
Não sei o que fazer. Ele
simplesmente não arreda pé!" Depois de aprender sobre o ciclo de intimidade
masculino - a teoria do elástico - tanto Lisa quanto Jim se deram conta do que
tinha acontecido. Eles estavam passando tempo demais juntos. Jim e Lisa
precisavam passar mais tempo separados.
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